quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tell me Where it Hurts...

Hoje eu simplesmente acordei no meio da noite e não consegui dormir de novo. Foi horrível.
Eu ainda estou com as coisas que disse no post anterior na cabeça, mas vou tentar superar. Estou cada vez tomando consciência de que com um pouco de esforço vai dar tudo certo no final. Pra minha sorte eu ainda tenho bons amigos que me tranqüilizam.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

My Life as Jorge pt. 2

Como sempre eu invento de bater na mesma tecla, mesmo que eu saiba que não vou ter certeza de nada.
hoje a tarde eu tive uma sessão de nervosismo terrível na minha vida, acho que até a professora notou.

Eu estou com muito medo e sozinho, só queria que alguém me abraçasse e falasse: "Vai dar tudo certo".

Essa vai ser minha prova de fogo, meu rito de passagem, tenho medo de desapontar, medo de não dar conta. Será que ela me conhece o suficiente pra me dar essa tarefa? Será que confiam em mim?
Eu não sei, realmente não sei.

Vou tentar fazer o melhor. Apenas isso

domingo, 20 de junho de 2010

My Life as Jorge pt.1

Atalaia.

Ops.... Foto errada...

Agora sim. AtalaiaPopulação... Menos do que você imagina, Opções de lazer? Ficar em casa e assistir TV. É esse o pequeno mundinho que os deuses escolheram para jogar esse pobre mortal que vos fala. Não é que eu não goste de morar aqui, tem até suas vantagens como... Ah! Muito lugar pra estacionar (já que todos os lugares ficam a pelo menos duas quadras de casa, é mais fácil ir a pé do que tirar o carro da garagem), Pouca fila no banco (menos no dia do pagamento). Seria a cidade perfeita. Se eu estivesse aposentado com uma renda de pelo menos 5 salarios mínimos!
Bom eu moro aqui desde que meu pai faleceu há 8 anos atrás, e esse foi o maior tempo que eu passei morando em uma cidade.
Ai você diz. " Nossa Jorge, você nunca morou mais que 8 anos em uma mesma cidade?" e eu digo: " Yep, esse é meu record." Aí você pergunta, "Mas porque?" e eu respondo "Bom meu pai era uma espécie de inspetor de obras de uma empresa que fazia viadutos, rodovias e coisas do tipo, então morávamos sempre na cidade mais próxima da obra e quando ela ficava pronta partíamos para a próxima".
Quando meu pai saiu da empresa compramos um bar em Maringá (Noroeste do Paraná) onde ficamos por um ano mais ou menos, foi quando ele faleceu.
Desde então eu tenho vivido aqui nessa cidadezinha de god. De certa forma minha vida está estacionada aqui e eu não sei como fazer ela sair do lugar. Eu tenho um emprego bom.... Ok, ok, ser professor não é tão legal assim, mas pelo menos é uma carreira estável e paga bem (pelo menos pra mim que sou solteiro e moro com minha mãe)(bem melhor do que meu emprego anterior), minha família por perto e tals.


Bom nos três primeiros anos morando aqui foi tudo bem, afinal foi minha época de High School, eu tinha tudo o que necessitava dentro dos limites geográficos dessa cidade. Mas o ensino médio passa, vem a faculdade o que significava sair da cidade.
Eu optei por ir e vir de van todos os dias, afinal eu achava que era mais barato. Comecei a trabalhar no mesmo ano que entrei pra faculdade, isso me acomodou ainda mais nessa cidade. O triste de quando se tem um emprego, por pior que ele seja, é que você descobre como é bom ganhar seu dinheiro no fim do mês e poder comprar suas coisas sem dar satisfações pra ninguém, sendo assim, fica muito difícil largá-lo.

Na faculdade eu conheci as melhores pessoas da minha vida. Algumas eu odiei a primeira vista, mas depois passei a amá-las (Quem me conhece sabe de quem to falando). Já outras eu amei a primeira vista e hoje eu desprezo do fundo do meu coração (mais uma vez quem me conhece sabe de quem eu falo). Foram anos divertidíssimos, eu falo que História não é minha vocação, eu sou péssimo pra escrever artigos e afins, não decoro nome dos autores, me perco nos textos dos teóricos, sou uma negação. Mas como diz o filosofo, Posso não ser o melhor do mundo, mas tamo tentanto, Porém, se eu tivesse feito outro curso eu não teria sido mais feliz do que fui.

Hoje eu sou um professor em início de carreira, um lobo solitário, uma raposa branca sozinha na neve esperando um coelho passar. Meus amigos do colegial não moram mais nesse cidade e os que moram eu me distanciei tanto deles que hoje não tenho mais a mesma liberdade de agir como antes. Meus amigos da Faculdade também estão longe, eu me sinto só, sou uma pessoa carente demais eu acho, e não me sinto aceito pelas pessoas que me cercam, só queria que aparecesse escrito na testa de todo mundo que falar comigo "True Friend" ou "Fake Bitch".

Se eu pudesse escolher um super poder seria justamente esse, Ler a Mente das pessoas, saber se elas mentem ou falam a verdade, saber o que elas acham de mim e tals.

Bom, isso é o meu About me de hoje.
see ya!