sexta-feira, 2 de julho de 2010

♪ Let's get physical ♫ (a.k.a. My Life as Jorge pt.4)

Atalaia...

3 bares
5 lanchonetes
0 restaurantes
0 boates
2 lojas de conveniência (Que fecham as 8 horas da noite -.-)
1 academia.

Fazer academia é uma das coisas que mais me desestimula nessa vida. Sério.
Fazer exercício físico tecnicamente deveria te deixar animado, bem disposto, te fazer dormir bem e tals, mas eu pergunto COMO?
Eu faço academia porque um saudoso doutor pau no c* disse que Obeso acumulava gordura no cérebro. Ok, vou dar pra ele uma Dungeon do Legend of Zelda e mandar ele passar sem olhar no detonado pra ver o que é bom pra tosse.
Mas Voltando, desde que esse respeitável médico com sua respeitável opinião me disse para começar na academia eu comecei. Yay! Fato que eu reconheço que faz bem pra mim, tenho tido menos dores no corpo, sem cãibras, consigo acertar toda a coreografia de Alejandro sem ficar travado, não perco o fôlego subindo escada e tals...

Fato é que como tudo na minha vida, ir na academia é uma tragicomédia sem graça escrita por alguém que realmente gosta de me ver torcer o nariz.
Meus colegas de Academia são em geral Donas de casa/Mães de Família que precisam ficar longe de casa, caso o contrario começam a limpar o vão do azulejo com cotonete (já peguei tias minhas fazendo isso), pirralhos de 15-17 anos que fazem "escolinha de futebol" e não se tocam que nunca vão ser chamados pra jogar nem no Íbis e mulheres solteiras/enroladas/namorando com mais de 30, que querem se livrar do encosto da flacidez (#cleyciannefeelings).
Os donos são pessoas boas até, gosto deles, tenho vontade de amarrar o filhinho deles no saco de areia e treinar socos, mas gosto deles.
O Fato é que o que me desestimula nisso tudo. Primeiro, o horário pra entrar na academia é das 5 ás 8 (Eu amo como o comércio dessa cidade formula os horários). Segundo, o rádio dessa academia, gente, quantas vezes eu não fui o ultimo a sair da academia, deixei tudo aberto, desligando o rádio, na esperança de que uma boa alma roubasse aquele radinho. Eu tenho verdadeiro pavor de Fazer esteira, e isso é fato, uma máquina te forçando a andar numa velocidade pré programada é, na minha opinião, uma tentativa de suicídio, Agora juntamos a esteira mais o radinho. Peloamordedeus, Primeiro, as rádios do sul do país só tocam sertanejo e pagode [tem uma Rádio inclusive que fez disso seu Slogan (o dono dessa rádio é um apresentador do SBT que tem um apelido de roedor)], os CD's me dão medo só de pensar, que ser humano me coloca Jump do Van Haley hoje em dia? Olá estamos em 2010! Sou historiador mas gosto de uma musiquinha nova as vezes, Sem falar nos benditos remixes. Ai gente meu sonho é pegar todos esses DJ's da Jovem Pan e chicotear até eles aprenderem a fazer Mash-up direito! E pararem de fazerem Cd's com os Mash-ups.

Pode parecer que sou uma pessoa chata, ignorante, mas gente é sério, eu carrego meu celular/tocador de MP3 comigo que fica no máximo o tempo todo pra não ter que aturar isso.
Percebendo meu dilema, minha educadora física até disse: "Traz um pen-drive com suas músicas". Que Jeito minha senhora! Colocar essas tiazinhas pra escutar Nirvana? Eu seria Linchado em praça Publica.

Mas as músicas são um problema a parte, remediado com sucesso.

A coisa que realmente me deixa f*** são essas crianças que freqüentam academia, eu exijo meu direito de jovem com alma idosa de não ter um filhadamãe fazendo gracinha com o supino pros amiguinhos ocupando a barra por duas horas. Parece brincadeira, Todos os meros mortais que freqüentam a academia devem pelo menos passar meia hora na esteira ou quinze minutos na bicicleta antes de ir pra musculação. Como esses pivetes ousam chegar em bando de 3 ou 4 e ficar rodeando o supino sem sequer aquecer antes!
Sério gente eu não aguento isso! É sempre assim, um fica fazendo pose deitado fazendo cara de força, mais um babaca atrás fingindo ajudar a levantar. O Infeliz sempre coloca mais peso do que consegue levantar, ai eles tem que estar sempre em dupla. Ai tem mais dois tontos que ficam olhando fingindo que levantam alguns pesinhos.

Ai Possofalar? Clemência Jesus, Maria, José e Cher!
Posso morrer com minha gordura no cérebro? To preferindo.

obs1: Let's get physical é uma música da Olivia Newton John
obs2: Se dirigir não beba
obs3: Esse produto é um remédio, em caso de persistência dos sintomas, um médico deverá ser consultado. Leia a bula.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

My Life as Jorge pt. 3

Ai ai ai... Atalaia....

População... Menos do que você imagina.
Localização... A Pior possível.

Depois de passar uma semana sufocante, com queimações no estômago e uma leve tontura, essa semana eu simplesmente não saí de casa. Ai sério, Essa vida não tá mais se sustentando! Eu to pra pirar!

Eu to sinceramente de saco cheio dessa vida.

Tomei meia garrafa de caipirosca esse findi. Essa foi a melhor diversão que achei por aqui. Sinceramente, Sábado 10 da noite na principal avenida da cidade pelo menos 90 % das pessoas que estavam lá tinham idade para ser meus alunos, Não aguento mais isso, Me sinto o único ser vivo de vinte e poucos anos nessa cidade que não liga pra musica sertaneja, que se recusa em sair de carro e ficar circulando pela avenida fazendo pose e carão. Gente isso é o fim-da-vida.
Essas crianças conseguem me deixar com raiva até das musicas que eu mais gosto.

Essa semana eu estava numa pizzaria, com uma cara de enterro (Ultimamente essa tem sido minha cara usual), Comentei com a minha mãe: "Ai Caralho uma caminhonete parada na porta". Ela fez carão e disse: "O que que tem?". "Caminhonete = Musica Ruim", lembrem-se crianças.
Eles estavam na mesa do lado Rapazes daquele tipo, Tenho 30 anos mas quero pegar menininhas de 15, a caminhonete tocava o pior sertanejo possível.
Quando eles saíram (5 caras, Não amigues, não eram gatchenhos), trajando suas camisetas da seleção, com duas meninas que sinceramente, não eram mais velhas que eu, respirei aliviado.
Eles deram um tranco na caminhonete, com uma cantada de pneu. Só soltei um dos meus comentários maldosos. "Se capotar eu dou risada".

Como diz o filosofo, "Bicha Má".

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tell me Where it Hurts...

Hoje eu simplesmente acordei no meio da noite e não consegui dormir de novo. Foi horrível.
Eu ainda estou com as coisas que disse no post anterior na cabeça, mas vou tentar superar. Estou cada vez tomando consciência de que com um pouco de esforço vai dar tudo certo no final. Pra minha sorte eu ainda tenho bons amigos que me tranqüilizam.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

My Life as Jorge pt. 2

Como sempre eu invento de bater na mesma tecla, mesmo que eu saiba que não vou ter certeza de nada.
hoje a tarde eu tive uma sessão de nervosismo terrível na minha vida, acho que até a professora notou.

Eu estou com muito medo e sozinho, só queria que alguém me abraçasse e falasse: "Vai dar tudo certo".

Essa vai ser minha prova de fogo, meu rito de passagem, tenho medo de desapontar, medo de não dar conta. Será que ela me conhece o suficiente pra me dar essa tarefa? Será que confiam em mim?
Eu não sei, realmente não sei.

Vou tentar fazer o melhor. Apenas isso

domingo, 20 de junho de 2010

My Life as Jorge pt.1

Atalaia.

Ops.... Foto errada...

Agora sim. AtalaiaPopulação... Menos do que você imagina, Opções de lazer? Ficar em casa e assistir TV. É esse o pequeno mundinho que os deuses escolheram para jogar esse pobre mortal que vos fala. Não é que eu não goste de morar aqui, tem até suas vantagens como... Ah! Muito lugar pra estacionar (já que todos os lugares ficam a pelo menos duas quadras de casa, é mais fácil ir a pé do que tirar o carro da garagem), Pouca fila no banco (menos no dia do pagamento). Seria a cidade perfeita. Se eu estivesse aposentado com uma renda de pelo menos 5 salarios mínimos!
Bom eu moro aqui desde que meu pai faleceu há 8 anos atrás, e esse foi o maior tempo que eu passei morando em uma cidade.
Ai você diz. " Nossa Jorge, você nunca morou mais que 8 anos em uma mesma cidade?" e eu digo: " Yep, esse é meu record." Aí você pergunta, "Mas porque?" e eu respondo "Bom meu pai era uma espécie de inspetor de obras de uma empresa que fazia viadutos, rodovias e coisas do tipo, então morávamos sempre na cidade mais próxima da obra e quando ela ficava pronta partíamos para a próxima".
Quando meu pai saiu da empresa compramos um bar em Maringá (Noroeste do Paraná) onde ficamos por um ano mais ou menos, foi quando ele faleceu.
Desde então eu tenho vivido aqui nessa cidadezinha de god. De certa forma minha vida está estacionada aqui e eu não sei como fazer ela sair do lugar. Eu tenho um emprego bom.... Ok, ok, ser professor não é tão legal assim, mas pelo menos é uma carreira estável e paga bem (pelo menos pra mim que sou solteiro e moro com minha mãe)(bem melhor do que meu emprego anterior), minha família por perto e tals.


Bom nos três primeiros anos morando aqui foi tudo bem, afinal foi minha época de High School, eu tinha tudo o que necessitava dentro dos limites geográficos dessa cidade. Mas o ensino médio passa, vem a faculdade o que significava sair da cidade.
Eu optei por ir e vir de van todos os dias, afinal eu achava que era mais barato. Comecei a trabalhar no mesmo ano que entrei pra faculdade, isso me acomodou ainda mais nessa cidade. O triste de quando se tem um emprego, por pior que ele seja, é que você descobre como é bom ganhar seu dinheiro no fim do mês e poder comprar suas coisas sem dar satisfações pra ninguém, sendo assim, fica muito difícil largá-lo.

Na faculdade eu conheci as melhores pessoas da minha vida. Algumas eu odiei a primeira vista, mas depois passei a amá-las (Quem me conhece sabe de quem to falando). Já outras eu amei a primeira vista e hoje eu desprezo do fundo do meu coração (mais uma vez quem me conhece sabe de quem eu falo). Foram anos divertidíssimos, eu falo que História não é minha vocação, eu sou péssimo pra escrever artigos e afins, não decoro nome dos autores, me perco nos textos dos teóricos, sou uma negação. Mas como diz o filosofo, Posso não ser o melhor do mundo, mas tamo tentanto, Porém, se eu tivesse feito outro curso eu não teria sido mais feliz do que fui.

Hoje eu sou um professor em início de carreira, um lobo solitário, uma raposa branca sozinha na neve esperando um coelho passar. Meus amigos do colegial não moram mais nesse cidade e os que moram eu me distanciei tanto deles que hoje não tenho mais a mesma liberdade de agir como antes. Meus amigos da Faculdade também estão longe, eu me sinto só, sou uma pessoa carente demais eu acho, e não me sinto aceito pelas pessoas que me cercam, só queria que aparecesse escrito na testa de todo mundo que falar comigo "True Friend" ou "Fake Bitch".

Se eu pudesse escolher um super poder seria justamente esse, Ler a Mente das pessoas, saber se elas mentem ou falam a verdade, saber o que elas acham de mim e tals.

Bom, isso é o meu About me de hoje.
see ya!